A Escola Brasileira de Psicanálise sessão Rio de Janeiro promove, no mês de agosto, o Seminário Clínico Prática da Angustia, coordenado pelos membros Marcus André Vieira e Romildo do Rego Barros. Para falar sobre o tema, foi escolhido o capítulo 12 do seminário 10 de Lacan A Angústia. Nesse primeiro momento, os coordenadores conversam acerca da diferenciação entre medo e angustia. Confira esse momento através do link abaixo:
terça-feira, 18 de agosto de 2020
domingo, 19 de julho de 2020
Um corpo de mulher
Heloísa Caldas, membro da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP) e da Associação Mundial de Psicanálise (AMP) realizou uma conferência discorrendo acerca do corpo da mulher: a partir de que este se constitui para Freud e para Lacan, além de seus possíveis efeitos no feminino e no masculino. Confira o conteúdo na Rádio Lacan, no episódio 11 da série Radio Lacan no VII ENAPOL:
http://www.radiolacan.com/pt/topic/602/3
domingo, 5 de julho de 2020
Neurose obsessiva no feminino
Freud, ao desenvolver os conceitos psicanalíticos definiu três estruturas clínicas: a neurose, a psicose e a perversão. A neurose, por sua vez, pode se desenvolver na forma de histeria ou na forma de neurose obsessiva. Freud iniciou se trabalho realizando escuta com mulheres e, dessa escuta, publicou o livro Estudos Sobre a Histeria (1893-1895), o qual vai descrever diversos casos de histeria e todos os casos descritos no livro são de mulheres. Para desenvolver seu conceito de neurose obsessiva, o caso clássico de Freud foi o homem dos ratos, publicado como Notas sobre um caso de neurose obsessiva (1909) que se tratava de um homem que apresentava características da neurose referida. Contudo, a psicanálise não atribui a histeria às mulheres nem a neurose obsessiva aos homens. Elisa Alvarenga colabora com essa diferenciação ao escrever o livro A neurose obsessiva no feminino (2019) onde comenta casos publicados por Freud e outros autores de mulheres que apresentavam a neurose obsessiva como estrutura. Na presente conferência Elisa apresenta seu livro e como essa estrutura se configura no feminino.
domingo, 14 de junho de 2020
Como funciona o cartel?
O cartel foi estabelecido por Lacan como unidade básica de trabalho após a fundação de sua escola em 1964. Desde essa data, o cartel tem sido a base de funcionamento das Escolas Lacanianas. A descrição de como funcionaria o cartel foi estabelecida no texto chamado "Ato de fundação" encontrado em seu Seminário Outros Escritos. Esse mês, a Escola Brasileira de Psicanálise promoveu uma mesa redonda com Clara Holguin (NEL/AMP) e Maria Josefina Fuentes (EBP/AMP) coordenada por Noemí Brown (EBP/AMP) para falar a respeito dos trabalhos em carteis e de suas características de funcionamento. Quer saber mais sobre o tema? Confira a transmissão através do link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=VW3XomeiW-0
https://www.youtube.com/watch?v=VW3XomeiW-0
quinta-feira, 28 de maio de 2020
Considerações acerca do método psicanalítico
Maio
é uma data muito especial para a psicanálise. Foi em 06 de maio que Sigmund
Freud nasceu. De acordo com o texto Cinco
lições de psicanálise (FREUD,1910), a técnica da psicanálise surgiu da
experiência de Freud em escutar mulheres que apresentavam manifestações histéricas
e, a partir desse processo, Sigmund consegue extrair mecanismos de
funcionamento do aparelho psíquico bem como pensar em um método para trazer a
tona algo particular do sujeito que, por algum motivo, a sua consciência decide
velar. Existe algo a ser expresso pelo sujeito, mas que seus mecanismos
psíquicos tentam esconder. Por esse motivo é necessário pensar no que fazer
para facilitar a revelação do que se oculta.
Freud inaugura com a escuta das
histéricas o método de associação livre, detalhado em seu texto sobre O início do tratamento (FREUD,1913). Como todo método, sua prática é
baseada em princípios que necessitam de estudo, dedicação e análise do material
inconsciente apresentado durante as sessões. Segundo o texto Uma breve descrição sobre a psicanálise (FREUD,1923) é assim que o analista
consegue manejar os fenômenos do inconsciente como os atos falhos, sonhos,
esquecimentos e negação que os sujeitos que procuram a análise o apresentam e é
através da relação transferencial que o sujeito pode ir além das resistências
construindo saberes desconhecidos sobre seus sintomas.
Freud
demonstrou em seu texto O interesse
científico da psicanálise (FREUD, 1913) que a psicanálise tem seu próprio
método que se baseia em experiências clínicas, as quais sustentam todos os seus
escritos e que configuram seu manejo durante a sessão. É dessa forma que, para
Forbes, em O que é a psicanálise de
orientação lacaniana? (FORBES, 2000), a psicanálise tem caminhando: mantendo
seu discurso de acordo com as implicações subjetivas que cada época impõe ao
sujeito em questão.
Se
hoje temos critérios quanto à forma de utilização e manejo da psicanálise,
devemos isso a Freud que argumentava sobre a importância dos processos
psíquicos da ordem do inconsciente e dos cuidados os quais quem se propõe a
analisa-los deve ter. A psicanálise de orientação lacaniana segue essa linha. Para
Jorge Forbes, em seu seminário sobre O
que é a psicanálise de orientação lacaniana? (FORBES, 2000) Essa linha de
direcionamento da psicanálise tenta manter as orientações fundamentais de Freud
quanto ao método e avançar com a aplicação da psicanálise diante das mudanças
contemporâneas na sociedade, na família, no trabalho ou em qualquer outra área
que impacte psiquicamente o sujeito que procura uma análise, mantendo,
portanto, o método atual e com efeitos significativos na época em que vivemos.
Referências:
Forbes, J; Leite, M. P. S. O que é psicanálise de
orientação lacaniana? São Paulo: USP-Oficina, 2000. Disponível em: <http://www.jorgeforbes.com.br/br/jorge-forbes/seminarios/psicanalise-orientacao-lacaniana-2000.html>.
Acesso em: 15.05.2020.
Freud, S. (1913) Cinco lições de psicanálise. Obras
Completas. Rio de Janeiro: Imago, pp. 04-36. (Edição Standard
Brasileira, Vol. XI).
Freud, S. (1913) Sobre o início do tratamento
(Novas recomendações sobre a técnica da psicanálise I). Obras
Completas. Rio de Janeiro: Imago, pp. 161-187. (Edição Standard
Brasileira, Vol. XII).
Freud, S. (1913) O interesse científico da
psicanálise (Novas recomendações sobre a técnica da psicanálise I). Obras
Completas. Rio de Janeiro: Imago. (Edição Standard Brasileira,
Vol. XIII).
Freud, S. (1923) Uma breve
descrição sobre a psicanálise. Obras
Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1976, pp. 111-125. (Edição Standard
Brasileira, Vol. XIX).
domingo, 3 de novembro de 2019
Atividade do mês de novembro
Novembro começa e o Cepp abre espaço para conversarmos a respeito dos sonhos e suas consequências na prática Lacanina. A atividade é insenta de pagamento e terá dois encontros, o primeiro no dia 06.11 (quarta-feira) e o segundo no dia 20.11 (também quarta-feira) no horário das 19:30 em nossa sede localizada na rua Veterinário Bogyja 1229, em frente a lanchonete saindo do forno. Para mais informação, comente no post suas dúvidas.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
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