quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Considerações sobre o curso Histeria e Feminilidade



Durante final de semana o CEPP recebeu a psicanalista Glacy Gorski, Membro da Associação Mundial de Psicanálise – AMP; Membro da Escola Brasileira de Psicanálise – Delegação PB e atual diretora financeira da EBP, que transmitiu sobre Histeria e Feminilidade. Glacy inicia questionando a histeria, seu estatuto na contemporaneidade e se a mudança da ordem familiar gera uma mudança nas estruturas clínicas? Articula a histeria como uma das estruturas clínicas da psicanálise,  diferenciando-a da feminilidade. Em Freud, a histeria já é pensada também em homens, o que nos leva a pensar sobre o feminino a partir de uma posição subjetiva do sujeito.

Segue nos relatando sobre o declínio do pai na atualidade e uma prevalência do empuxo ao gozo. Apresenta a histeria desassociada da feminilidade, ressaltando a histeria como uma negação da feminilidade. Segundo Glacy, o feminino está articulado há algo não representado, aquilo que não cessa de se inscrever, sendo o gozo feminino absoluto, ao qual a mulher é a única a ser ultrapassada pelo seu próprio gozo. No contexto da parceria homem e mulher, ambos não se encontram, pois estão em registros diferentes.

Glacy faz colocações bem definidas sobre as posições femininas e posições masculinas que ultrapassam a anatomia humana. Essas posições se ordenam a partir do registro fálico, marcando a natureza da libido sempre como ativa. Isso leva à mulher a possibilidade de uma posição fálica ou feminina em sua subjetividade. Chegar à posição feminina é um confronto com a castração que possibilita o encontro com o amoroso.
Carlange de Castro




Nenhum comentário: